Anthropic reserva 5% das ações para fundo de benefício público e abre portas a auditores
Dona do Claude cria fundo que pode crescer junto com o valor da empresa e deu acesso de funcionário a avaliadores independentes de risco

A Anthropic, empresa que desenvolve o Claude, anunciou no domingo (18) a criação do Anthropic Public Benefit Fund, um fundo que vai receber parte das ações da companhia para financiar projetos de interesse público. Pela proposta, que ainda depende de aprovação dos acionistas, 5% das ações serão destinadas ao fundo logo de início. A cada vez que o valor da empresa subir 50% acima de uma referência ainda não divulgada, o conselho poderá acrescentar mais 2%.
Segundo a empresa, o fundo vai ter mais liberdade que os projetos tocados dentro da própria Anthropic e poderá, por exemplo, fazer grandes doações a ONGs ou distribuir recursos diretamente para grupos específicos da população. Um dos focos citados é o impacto da IA no mercado de trabalho: a companhia lembra que já comprometeu US$ 200 milhões para estudar o tema, mas diz que abordagens mais ousadas podem ser necessárias diante da velocidade do avanço da tecnologia.
O fundo será uma LLC, um tipo de empresa, controlada integralmente pela Anthropic, e não uma fundação filantrópica tradicional. A companhia promete que as ações do fundo não serão usadas para lobby nem doações políticas, nos EUA ou fora deles. Somando o novo fundo às promessas dos cofundadores, que se comprometeram a doar 80% de suas participações, e a um programa de doação de ações dos funcionários, cerca de 20% da empresa estaria reservada para o bem público, segundo a Anthropic.
Avaliadores com crachá
O anúncio veio poucos dias depois de outra novidade ligada à transparência. Na quinta-feira (15), a Anthropic contou que passou a dar acesso equivalente ao de um funcionário a uma equipe da METR, organização sem fins lucrativos que avalia modelos de IA de ponta. Seis integrantes da METR receberam equipamentos da empresa, espaço no escritório e acesso a ferramentas internas comparável ao das equipes de risco da própria Anthropic.
A METR vai publicar suas conclusões sobre níveis de risco, incidentes e práticas da empresa. A Anthropic não pode vetar a publicação, mas pode exigir que informações de categorias combinadas previamente, como propriedade intelectual confidencial, sejam ocultadas. A empresa também trabalha com a SecureBio e a Accenture como avaliadoras e conversa com outras organizações, entre elas a Hugging Face.
Segundo o TechCrunch, o anúncio chega num momento de sentimento público negativo em relação ao setor de IA, que o CEO Dario Amodei já descreveu como uma "crise de confiança". Detalhes sobre quem vai decidir o destino do dinheiro do fundo ficaram para os próximos meses.
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Texto produzido com apoio de inteligência artificial e revisado pela redação do NerdQG antes da publicação.
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