Empresa de segurança diz ter achado 32 GPUs Nvidia B300 na rede da estatal China Telecom
Chips Blackwell Ultra são barrados pelos controles de exportação dos EUA; a Nvidia minimizou o relato, mas não negou a descoberta
A Lava, empresa israelense de segurança digital, afirma ter identificado 32 chips Nvidia Blackwell Ultra B300 dentro da rede da China Telecom, companhia estatal que presta serviços de telecomunicação na China. A informação foi publicada pelo The Information e repercutida pelo Tom's Hardware. O detalhe é que esses chips estão proibidos de chegar ao país pelos controles de exportação dos Estados Unidos.
Pelas regras americanas, o B300 só pode ser vendido a compradores pré-aprovados, que se comprometem a não repassar o hardware para partes sancionadas, incluindo empresas chinesas. Como as placas foram parar na infraestrutura de uma estatal chinesa ainda é um mistério. Segundo o Tom's Hardware, a Lava também não consegue dizer onde, fisicamente, os chips estão instalados.
A identificação teria sido feita com uma ferramenta da própria Nvidia, o DCGM Exporter. O software é instalado por operadores de data center para monitorar a saúde e o desempenho dos servidores. Embora tenha sido pensado para uso interno, ele muitas vezes pode ser acessado de fora da rede e, de acordo com a publicação, nem sempre exige senha. A Nvidia já havia confirmado que trabalha numa ferramenta para localizar seus chips, mas ela ainda não foi lançada.
Procurada pelo Tom's Hardware, a Nvidia não negou a descoberta, mas minimizou o caso. Um porta-voz disse que os desvios de produtos controlados são insignificantes, abaixo de meio por cento em processos judiciais recentes, e chamou isso de "uma gota no oceano" diante da capacidade computacional que a China já tem. Para a empresa, o contrabando é um fator irrelevante.
Não é o primeiro episódio do tipo. Em 2025, relatos apontaram que empresas chinesas contrabandearam o equivalente a US$ 1 bilhão em chips de IA da Nvidia em apenas três meses. Em agosto de 2026, nove pessoas foram indiciadas em Taiwan pela exportação ilegal de GPUs B300 para a China, dias depois de a Supermicro confirmar a demissão de funcionários após uma investigação interna sobre contrabando.
O interesse no B300 tem explicação. Anunciada em março do ano passado, a GPU para data center é uma das mais poderosas do planeta, com 50% a mais de memória e de capacidade de processamento em FP4 do que a antecessora B200. Na época, a Nvidia a vendeu como um chip feito para a "era do raciocínio" dos modelos de IA.
A corrida por hardware de IA tem efeitos que respingam em quem nem pensa em data center. Segundo o Tom's Hardware, até servidores A100, lançados há cinco anos, triplicaram de preço, e o aperto contra o contrabando levou algumas pessoas a adaptar placas de vídeo de games para rodar cargas de trabalho de IA. É mais um sinal de que a demanda por silício da Nvidia segue pressionando o mercado como um todo.
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Texto produzido com apoio de inteligência artificial e revisado pela redação do NerdQG antes da publicação.
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